Centrais protestam em todo País contra extinção do Ministério do Trabalho

As Centrais Sindicais realizam hoje (11), em todo o Brasil, atos em defesa do Ministério do Trabalho, que está ameaçado de extinção. Na capital paulista, o protesto ocorre em frente à Superintendência Regional do Trabalho, na região central. Conforme anunciado pelo coordenador da transição Onyx Lorenzoni, que deve ser o chefe da Casa-Civil de Bolsonaro, as funções da Pasta serão fatiadas entre os ministérios da Justiça, Economia e Cidadania.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse à Agência Sindical que a manifestação objetiva “mostrar a indignação do movimento sindical”. Ele diz: “A extinção do MTE significa um grave retrocesso, pois afetará todos os trabalhadores. É uma forma de precarizar, ainda mais, as relações trabalhistas”.

Segundo Juruna, estão confirmadas também as presenças de ex-ministros do Trabalho, como Antônio Rogério Magri e Luiz Marinho.

Na sexta (7), uma reunião na CTB, em São Paulo, alinhavou os detalhes do ato. No encontro, o diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lucio alertou que a proposta da Carteira de Trabalho verde e amarela sinaliza o aprofundamento da precarização das relações de trabalho.


Protesto contra extinção do ministério reúne sindicalistas e trabalhadores de várias categorias

Em entrevista à Agência Sindical, ele destacou que, com a extinção do MTE, “o trabalho perde o protagonismo na formulação da política de desenvolvimento”. “Simbolicamente, a extinção do ministério talvez seja o coroamento desse processo de desmobilização”, diz.

Para o sociólogo, o desmonte do Ministério do Trabalho já vem de muito tempo, turbinado por ações concretas como a retirada da ultratividade, terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, que corroboraram com o esvaziamento da Pasta.

“Tudo isso faz parte de uma mudança na regulação do trabalho. Na medida em que isso vai desmobilizando, o ministério perde força na linha de defesa do trabalho. Tudo faz parte de uma estratégia de perda da dimensão do trabalho nas políticas de desenvolvimento econômico e social”, ressalta Clemente.

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