Frentista cadeirante desafia limitações

A atividade de visitar bases é uma das mais importantes dentro de um sindicato. É quando é possível fiscalizar, conscientizar e sindicalizar trabalhadores. Nessa tarefa, é comum que a equipe do Sinpospetro-Campinas se depare com exemplos de superação, frente às adversidades da vida. É o caso do frentista Malcom Cesar Ramos, 33, que convive há doze anos com a falta de mobilidade nas pernas. Ex-bancário, ele abraçou há um ano a profissão de frentista, após perder a aposentadoria a que tinha direito, e depois de meses à procura de emprego. Desde então, precisou superar a desconfiança inicial dos colegas de trabalho acerca da dimensão das suas limitações, e hoje é conhecido pela eficiência e autonomia com que desempenha suas atividades. “A conduta dele é exemplar”, elogia Paulo H. de Oliveira, líder de pista da empresa. No Posto “TRE Fratelli” na cidade de Indaiatuba (a 30 km de Campinas), onde trabalha no turno das 14h às 22h, Malcon, da cadeira de rodas, abastece, calibra pneus e, dependendo do modelo do carro, até levanta, sem auxílio, o capô quando é preciso verificar o nível do reservatório de água e óleo do motor. Muito dessa disposição Malcom associa à prática de esportes. Fã de atletismo, ele compete na modalidade, representando a Secretaria de Esportes da cidade. E assim como a maioria dos brasileiros, luta para conciliar a rotina puxada com a vida familiar, ao lado da esposa e dos dois filhos dela: “Se reinventar continuamente e superar obstáculos, para mim, é uma obrigação” ensina Malcom.

*Leila de Oliveira – Assessoria de Imprensa do Sinpospetro -Campinas

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