Desemprego feminino cresce na região metropolitana de SP em 2017

Um estudo elaborado pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) apontam um crescimento na taxa de desemprego das mulheres da região metropolitana de São Paulo entre os anos de 2016 e 2017, com impacto ainda maior entre as empregadas domésticas. Os dados apontam que a taxa de desemprego cresceu de 18,3% para 19,7% na população feminina, segundo o levantamento divulgado hoje (6) pelas entidades. Entre os homens, a taxa de desemprego em 2017 foi de 16,5%. No grupo das empregadas domésticas, a redução chegou a 6,7% e, entre as assalariadas com carteira assinada no setor privado, a 2,1%.

Os salários das mulheres na região teve uma pequena variação positiva de 1,2% entre 2016 e 2017, passando para R$ 10,79, em média, por hora trabalhada. No entanto, ainda equivalem a 87% do recebido pelos homens (R$ 12,42 por hora). O cenário já foi pior: em 2016, o rendimento das mulheres correspondia a 84% dos homens.

“A expansão da participação da mulher no mercado de trabalho foi marcante nas últimas décadas, embora não acompanhada pela equidade de gênero. As dificuldades de sua inserção laboral são amplamente conhecidas, como os menores rendimentos em relação aos homens e as dificuldades em adentrar nichos reconhecidos como masculinos”, destacaram as entidades.

Empreendedoras

Em 2017, na região metropolitana de São Paulo, 33,4% dos empreendedores eram do sexo feminino. No estudo, foram consideradas empreendedoras as mulheres ocupadas como profissionais liberais autônomas, empregadoras, donas de negócio familiar, autônomas que trabalham para o público em geral e autônomas que trabalham para mais de uma empresa, situações que as distanciam do assalariamento com e sem carteira assinada e dos casos em que há relação de subordinação.

No auge da vida produtiva (de 25 a 49 anos) as mulheres (58,1%) são mais empreendedoras do que os homens (56,9%), enquanto após os 50 anos esse comportamento se inverte, quando os homens exercem mais essa atividade (38,1%) do que as mulheres (36,2%), segundo o estudo.

De acordo com a Fundação Seade e o Dieese, a influência de jornada adicional ligada aos afazeres domésticos faz com que as mulheres optem, quando possível, por trabalhar próximo à residência e com jornadas reduzidas e não necessariamente lineares. “A atividade empreendedora possibilita jornadas médias semanais de trabalho menores. Dessa forma, as empreendedoras trabalhavam 38 horas semanais, três horas a menos que as assalariadas”, concluiu o estudo.

Fonte: Agência Brasil

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