“PRECISAMOS RESISTIR AOS ATAQUES DO CAPITAL SELVAGEM”,ALERTA EM ENTREVISTA PRESIDENTE DA FENEPOSPETRO

Via Tribuna Sindical- RJ:

Rio de Janeiro – Imbuído da missão de produzir informação para o povo, no ultimo sábado (19) entrevistei o bravo dirigente sindical Eusébio Pinto Neto. Presidente doSindicato dos Frentistas do Rio de Janeiro (SINPOSPETRO-RJ), vice-presidente da Força Sindical-RJ, conselheiro do SESC, e desde o último dia 29 de outubro – com 93,48% dos votos válidos – presidente da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO).

Eusébio explicou que tomou posse na Federação e de imediato fez um levantamento dos projetos já realizados pela entidade e começou a traçar o plano de ações para os próximos meses. Fundada em 1992, a Federação tem 54 sindicatos filiados, representa mais de 500 mil empregados de postos de combustíveis em todo país.Segundo o dinâmico dirigente o maior dos desafios é acumular debate e politizar as bases.

Lembrou que ajudou na luta para fundar o primeiro sindicato da categoria, que há mais de 25 anos milita no Movimento Sindical, sabe da responsabilidade que tem agora e vai se desdobrar ainda mais para ajudar os frentistas de todo o país. Destacou a importância do ex-presidente, Francisco Soares de Souza, para organização e estruturação da categoria.

Na entrevista, Eusébio Pinto Neto destaca a importância do despertar da categoria e dos trabalhadores em geral para a luta de classes, imposta nesse momento pela pauta anti-trabalhista do governo federal. “É preciso acordar, despertar a consciência para lutarmos pelos nossos direitos. Os trabalhadores não podem continuar achando que só a direção do sindicato tem que brigar. É preciso despertar a consciência da classe trabalhadora para que possamos lutar pelos nossos direitos como cidadãos. Precisamos resistir a esses ataques do capital selvagem”.

Os temas, problemas e lutas que envolvem os trabalhadores em postos de combustíveis são diversos e complexos. Ele citou a luta da Federação Nacional dos Frentistas para impedir a implantação das bombas de autosserviço nos postos de combustíveis em todo o Brasil, o que acarretaria muitas homologações, desemprego em massa. Esses trabalhadores estão sempre expostos a produtos tóxicos e inflamáveis, a violência, ao sol, a chuva, ao vento e só tem um domingo de folga por mês, por causa da obrigatoriedade imposta pelo artigo 67 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Eusébio também falou do grande desafio da pauta nacional unificada para os frentistas; do momento propício para unificar a pauta das Centrais contra os ataques a CLT com Greve Geral; sobre os postos de combustíveis onde foram detectadas misturas nocivas em bombas de etanol lacradas pela ANP; da grande mídia que só pauta os próprios interesses; crise institucional, regressão de Direitos, Assembleia Constituinte.

Agora, assista a íntegra da entrevista com esse atuante, digno e valoroso lutador. Gravado em uma tradicional churrascaria do bairro de Botafogo (RJ). https://www.youtube.com/watch?v=t517c8kZMlw

via Tribuna Sindical- RJ:

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