Frentistas de SP e patrões retomam amanhã (10) as negociações coletivas

A reunião está agendada para as 14h00 desta quinta-feira (10), no Sincopetro, sindicato que representa os patrões em conjunto com as entidades Resan, Regran e Recap. Será a sétima participação dos trabalhadores em tentar reajustar, com base na inflação do período, os salários e de impedir que a reforma trabalhista alcance os benefícios da Convenção Coletiva dos cem mil frentistas de SP com data-base em 1° de março. O desafio, a cargo da Comissão formada por sete sindicalistas e dois advogados, eleita entre os dirigentes das dezesseis entidades do estado, enfrenta a resistência dos patrões, que insistem em ajustar à nova Lei Trabalhista as atuais regras salariais, de trabalho e representatividade da categoria. Na última reunião, no dia 3 de maio, não houve nova oferta de reajuste salarial além do percentual de 1,16%, já recusado nos encontros anteriores, e o debate ficou no campo das questões:implantação da jornada 12hx36h sem salvaguarda de direitos, redução para 30 minutos do horário de almoço, e o fim da modalidade de pagamento de horas- extras de 100%, entre demais pontos da pauta de doze itens dos patrões. De acordo com Luiz Arraes, presidente da Federação Estadual dos Frentistas (Fepospetro), que unifica as negociações, o principal trunfo dos patrões, a nova Lei Trabalhista (13.467/17) colocada em vigor pelo governo de Michel Temer (MDB) em novembro de 2017 não tem legitimidade reconhecida pela Anamatra, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. Ele destaca: “A Constituição Federal no que se refere aos direitos sociais, entre outros, é taxativa quanto ao conjunto de proteção de que devem dispor os trabalhadores”. Ao lembrar do histórico de vinte e seis anos da Fepospetro de jamais ter retrocedido em direitos ou em condições salariais, ele conta que entre a categoria já há dirigentes que defendem, na luta pela defesa desse legado, ações a partir de uma ampla campanha junto às bases, com o apoio das redes sociais e imprensa. O dirigente, no entanto, se diz esperançoso de que a saída se dê pela via do diálogo, e explica que a comissão tem a expectativa de que da reunião das 14h00 desta quinta-feira com os patrões provenha, finalmente, uma oferta em condições de ser levada aos trabalhadores. Luiz Arraes argumenta ainda ser do ponto de vista de que a negociação em São Paulo, o estado mais rico do país, incorpora importante simbolismo entre os sessenta sindicatos do Brasil e que por isso é “essencial que a Fepospetro e seus sindicatos filiados sigam como forte exemplo de luta no que se refere à valorização da categoria.”

*Assessoria de Imprensa da Fepospetro- Leila de Oliveira
Imagem: Janekelly

One comment

  • Querem trabalhador ou escravos parece que querem a escravidão pra quererem tirar os direitos nosso

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