Reino Unido: Líder trabalhista ataca austeridade e aumenta pressão sobre Theresa May

Via jornal Folha SP DE 28/09/207

O líder trabalhista Jeremy Corbyn discursou nesta quarta-feira (27), no encerramento da conferência anual do seu partido, em Brighton (Sul da Inglaterra), atacando medidas de austeridade e aumentando a pressão política sobre a primeira-ministra conservadora, Theresa May.

A governante tem sido criticada pela aparente falta de um caminho claro para o governo e para o “brexit”, a saída britânica da União Europeia.

Segundo Corbyn, o Partido Trabalhista está no limiar de voltar ao poder no Reino Unido. “Se organize ou saia do caminho”, disse, se referindo a May.

De fato, pesquisas indicam que o partido de oposição já tem mais apoio popular do que o governo. Segundo a mais recente pesquisa política realizada no país, pelo instituto YouGov para o jornal “The Times”, se novas eleições fossem realizadas agora, os trabalhistas teriam apoio de 43% da população, mais do que os 39% que apoiam os conservadores.

O líder trabalhista Jeremy Corbyn durante discurso em Brighton, na Inglaterra, nesta quarta-feira (27)
Em discurso de mais de uma hora, Corbyn argumentou que os trabalhistas estão prontos para “lidar com os desafios da automação, colocar a Justiça no centro da nossa política externa e para construir uma nova relação com a Europa”, disse.

“O Partido Trabalhista [Labour] está pronto. Os conservadores [Tory] não estão”, disse, ironizando a plataforma do atual governo, que chamou de “coalizão do caos”: “Eles definitivamente não são fortes, e com certeza não são estáveis”.

Com um discurso contrário a medidas de austeridade, o Partido Trabalhista surpreendeu as expectativas na eleição geral realizada no país em junho, reduzindo o poder do governo conservador, que deixou de ter maioria no Parlamento.

Para Corbyn, o resultado das eleições mostram que os trabalhistas estão “vencendo o debate” político no Reino Unido. Segundo ele, o governo britânico precisa dar fim a políticas de austeridade, buscando um novo modelo econômico.

“Um novo modelo de administração econômica, para substituir os dogmas fracassados do neoliberalismo”, disse Corbyn.

Ele defendeu aumento de impostos para grandes empresas e a propriedade pública de companhias que fornecem serviços públicos, como o fornecimento de água.

“Ano após ano, os conservadores cortaram orçamentos e apertaram o setor público, enquanto diminuíam impostos para os que ganham mais e para as grandes empresas”, afirmou Corbyn.

Justin Tallis/AFP
Britain’s Prime Minister and leader of the Conservative Party Theresa May delivers a statement outside 10 Downing Street in central London on June 9, 2017 as results from a snap general election show the Conservatives have lost their majority. British Prime Minister Theresa May faced pressure to resign on June 9 after losing her parliamentary majority, plunging the country into uncertainty as Brexit talks loom. / AFP PHOTO / Justin TALLIS
A primeira-ministra da Reino Unido, Theresa May, durante discurso em frente à sua residência oficial
Apesar de terem aumentado sua força, os próprios trabalhistas também enfrentam divisões internas por conta do “brexit”. Apesar de a liderança do partido se dizer preparada para levar adiante a saída britânica da União Europeia, muitos dentro do grupo preferem uma reversão da decisão tomada nas urnas em 2016.

Em seu discurso, Corbyn defendeu respeito à decisão democrática sobre o “brexit”, mas disse que os 3 milhões de cidadãos europeus que atualmente vivem e trabalham no Reino Unido são “bem-vindos”.

“Eles estão vivendo sob uma nuvem de insegurança. Seu futuro deveria estar garantido”, disse.

O líder trabalhista falou ainda sobre o que chamou de “ameaças à democracia em todo o mundo”. Segundo ele, a política precisa deixar de ser uma atividade apenas das elites, e as pessoas precisam participar das decisões, deixando de ser “primeiro consumidores, e cidadãos apenas em distante segundo lugar”.

Segundo ele, os trabalhistas também rejeitam a postura conservadora de culpar imigrantes pelos problemas da sociedade britânica.

“Não são os migrantes que tornam os salários mais baixos, mas os piores chefes, com apoio do governo conservador”, disse Corbyn.

Corbyn defendeu ainda que os direitos humanos têm que estar “no centro da nossa política externa”. Ele criticou a postura de Donald Trump em seu discurso na ONU e defendeu que a relação especial do Reino Unido com os EUA deve permitir que o governo britânico aponte que este caminho é “errado”.

Durante os três dias de conferência, o Labour propôs o que chamou de “revolução do senso comum” para a política britânica, com foco em combate à desigualdade e à degradação de serviços públicos.

Após a conferência trabalhista, os conservadores devem se reunir em evento semelhante na próxima semana, em Manchester.

O líder trabalhista Jeremy Corbyn discursou nesta quarta-feira (27), no encerramento da conferência anual do seu partido, em Brighton (Sul da Inglaterra), atacando medidas de austeridade e aumentando a pressão política sobre a primeira-ministra conservadora, Theresa May.

A governante tem sido criticada pela aparente falta de um caminho claro para o governo e para o “brexit”, a saída britânica da União Europeia.

Segundo Corbyn, o Partido Trabalhista está no limiar de voltar ao poder no Reino Unido. “Se organize ou saia do caminho”, disse, se referindo a May.

De fato, pesquisas indicam que o partido de oposição já tem mais apoio popular do que o governo. Segundo a mais recente pesquisa política realizada no país, pelo instituto YouGov para o jornal “The Times”, se novas eleições fossem realizadas agora, os trabalhistas teriam apoio de 43% da população, mais do que os 39% que apoiam os conservadores.

Em discurso de mais de uma hora, Corbyn argumentou que os trabalhistas estão prontos para “lidar com os desafios da automação, colocar a Justiça no centro da nossa política externa e para construir uma nova relação com a Europa”, disse.

“O Partido Trabalhista [Labour] está pronto. Os conservadores [Tory] não estão”, disse, ironizando a plataforma do atual governo, que chamou de “coalizão do caos”: “Eles definitivamente não são fortes, e com certeza não são estáveis”.

Com um discurso contrário a medidas de austeridade, o Partido Trabalhista surpreendeu as expectativas na eleição geral realizada no país em junho, reduzindo o poder do governo conservador, que deixou de ter maioria no Parlamento.

Para Corbyn, o resultado das eleições mostram que os trabalhistas estão “vencendo o debate” político no Reino Unido. Segundo ele, o governo britânico precisa dar fim a políticas de austeridade, buscando um novo modelo econômico.

“Um novo modelo de administração econômica, para substituir os dogmas fracassados do neoliberalismo”, disse Corbyn.

Ele defendeu aumento de impostos para grandes empresas e a propriedade pública de companhias que fornecem serviços públicos, como o fornecimento de água.

“Ano após ano, os conservadores cortaram orçamentos e apertaram o setor público, enquanto diminuíam impostos para os que ganham mais e para as grandes empresas”, afirmou Corbyn.

Justin Tallis/AFP
Britain’s Prime Minister and leader of the Conservative Party Theresa May delivers a statement outside 10 Downing Street in central London on June 9, 2017 as results from a snap general election show the Conservatives have lost their majority. British Prime Minister Theresa May faced pressure to resign on June 9 after losing her parliamentary majority, plunging the country into uncertainty as Brexit talks loom. / AFP PHOTO / Justin TALLIS
A primeira-ministra da Reino Unido, Theresa May, durante discurso em frente à sua residência oficial
Apesar de terem aumentado sua força, os próprios trabalhistas também enfrentam divisões internas por conta do “brexit”. Apesar de a liderança do partido se dizer preparada para levar adiante a saída britânica da União Europeia, muitos dentro do grupo preferem uma reversão da decisão tomada nas urnas em 2016.

Em seu discurso, Corbyn defendeu respeito à decisão democrática sobre o “brexit”, mas disse que os 3 milhões de cidadãos europeus que atualmente vivem e trabalham no Reino Unido são “bem-vindos”.

“Eles estão vivendo sob uma nuvem de insegurança. Seu futuro deveria estar garantido”, disse.

O líder trabalhista falou ainda sobre o que chamou de “ameaças à democracia em todo o mundo”. Segundo ele, a política precisa deixar de ser uma atividade apenas das elites, e as pessoas precisam participar das decisões, deixando de ser “primeiro consumidores, e cidadãos apenas em distante segundo lugar”.

Segundo ele, os trabalhistas também rejeitam a postura conservadora de culpar imigrantes pelos problemas da sociedade britânica.

“Não são os migrantes que tornam os salários mais baixos, mas os piores chefes, com apoio do governo conservador”, disse Corbyn.

Corbyn defendeu ainda que os direitos humanos têm que estar “no centro da nossa política externa”. Ele criticou a postura de Donald Trump em seu discurso na ONU e defendeu que a relação especial do Reino Unido com os EUA deve permitir que o governo britânico aponte que este caminho é “errado”.

Durante os três dias de conferência, o Labour propôs o que chamou de “revolução do senso comum” para a política britânica, com foco em combate à desigualdade e à degradação de serviços públicos.

Após a conferência trabalhista, os conservadores devem se reunir em evento semelhante na próxima semana, em Manchester.

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