Diretoria executiva da FENEPOSPETRO avalia mudanças na legislação trabalhista

Para avaliar as ações desenvolvidas pela Federação Nacional dos Frentistas e debater as consequências da nova legislação trabalhista para os trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência de todo o país, a diretoria executiva da entidade se reúne em Fortaleza, nesta sexta-feira (15).

Fortalecer os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO) e traçar estratégias de lutas para os futuros embates que se anunciam com as mudanças nas leis trabalhistas. Esses são os principais objetivos da reunião que acontece amanhã, em Fortaleza, no Ceará, com os diretores executivos da federação. Também participam do encontro o corpo jurídico da entidade.

Desde a posse da nova diretoria, em outubro de 2016, essa é a terceira vez que os dirigentes da executiva se reúnem para avaliar o andamento dos projetos desenvolvidos pelas secretarias e estudar estratégias de luta para garantir os direitos dos frentistas. No encontro, o presidente da FENEPOSPETRO, Eusébio Pinto Neto, vai destacar a importância do trabalho de base para esclarecer os trabalhadores sobre as mudanças nas leis trabalhistas. Ele diz que diante desse novo quadro a sindicalização se faz necessária para proteger os trabalhadores e fortalecer as entidades de classe.

Segundo Eusébio Neto, o movimento sindical tem que lutar para defender o trabalhador dessa investida da precarização da mão de obra. Para o presidente da FENEPOSPETRO, a luta de classe não acabou e as leis da Reforma Trabalhista e da Terceirização são ferramentas do capital para concentrar riquezas e precarizar o trabalho. Ele frisa que todo segmento terceirizado precariza não só o salário, mas também a segurança e saúde no ambiente laboral.

O consultor jurídico da federação, Hélio Gherardi, também vai fazer uma explanação para os dirigentes sobre a estrutura sindical no Brasil e as leis que ameaçam a representatividade dos sindicatos. O advogado é enfático ao afirmar que a Lei da Reforma Trabalhista é inconstitucional porque ataca às disposições legais da Consolidação das Leis do Trabalho, da Constituição Federal e do Código Civil. Para Hélio, a legislação tem que ser analisada com todo o ordenamento jurídico, já que artigos que foram alterados se contrapõem a outros que estão em vigor.

NEGOCIAÇÕES

Para orientar os dirigentes, reforçar e fortalecer a luta da categoria nas futuras negociações salariais, o presidente da federação iniciou no mês passado, uma “Caravana Sindical” pelos estados do país. Eusébio Neto afirma que as mudanças exigem uma nova postura dos sindicatos. Ele defende uma reestruturação para que as entidades consigam êxito nas futuras campanhas salariais. Para o presidente da FENEPOSPETRO a luta, agora, mais do que nunca, tem que ser unificada para proteger os trabalhadores dos ataques dos patrões e do capital.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro

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